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Blockbuster para livros?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Minibibliotecas em fábricas começam a funcionar dia 21

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Taí uma idéia boa. Principalmente se os trabalhadores conseguirem utilizar. Não basta o patrão ser "legal" e dar um ar mais amigável pra sua empresa, isso tem que ficar acessível ao público-alvo.

Ainda acho que seria muito melhor pra todos se esse esforço tivesse como objetivo melhorar e ampliar a rede de bibliotecas públicas (falando nisso, espero que não entre [muito] dinheiro público nesse negócio) ao invés de deixar o acervo trancado em empresas privadas, mas ao menos tem o lado positivo de levar o contato com os livros mais pra perto do trabalhador. Sabe, gerar uma cultura de proximidade que pode e deve se espalhar. E reconheço que o jeito mais fácil e eficiente é levar a biblioteca pro local de trabalho, onde o operário padrão gasta a maior quantidade de horas da sua vida.

É esperar pra ver. Um pouquinho complicado mas muito rico em possibilidades, é um projeto que certamente deve fazer mais bem que mal.

Segue:

***

Como uma rede de teias formada a partir de um único fio, o Leitura nas Fábricas, projeto lançado ontem em Diadema, em parceria com empresas, sindicatos e o Ministério da Cultura, prevê um crescimento exponencial no número de leitores da cidade.

Dez fábricas diademenses receberão, a partir do dia 21, minibiblioteca e espaço para leitura. O investimento é de R$ 200 mil. “A meta é chegar até o fim do ano em 50 fábricas. Já temos dez em fila de espera e muitos outros pedidos”, afirma Júlio Tavares, diretor de Cultura do município.

É a primeira vez que os Pontos de Leitura - no total 514 espalhados pelo País, se inserem em um ambiente industrial.

Paralelamente, funcionários das fábricas se transformarão em multiplicadores.
“Ao todo, 50 agentes de leitura entrarão em ação pela cidade. Eles funcionarão como os agentes de saúde, cadastrando pessoas em suas casas para transformar cada residência em um ambiente favorável para a leitura”, diz Maria Regina Ponce, secretária de Cultura.

O prefeito de Diadema, Mário Reali, declarou que o projeto traz um novo entendimento da relação capital e trabalho, permitindo que o acesso a informação, lazer e cultura ocorra até na hora do expediente.

“A cultura não só qualifica o trabalhador a novas oportunidades de emprego, mas contribui na formação de uma nova sociedade”, afirma Reali.

Esse foi o primeiro projeto do programa Diadema, Cidade de Leitores, que prevê modernização de bibliotecas, aquisição de acervo e mais, a instalação de 11 Cines Mais Cultura, de exibição gratuita de filmes e oficinas de capacitação. Não há prazo para a implementação desses outros projetos.

Fotos fantásticas

terça-feira, 20 de abril de 2010

Encontrei por aí um post chamado "Um Compêndio de Belas Bibliotecas". É um dos títulos mais coerentes que eu já vi pra uma matéria.

Olhem vocês mesm@s: Librophiliac Love Letter: A Compendium of Beautiful Libraries

A difícil busca por um livro...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vídeozinho da UCLA hehe
Só pra descontrair :)
Ps.: O título do post não foi uma tentativa de traduzir o título do filme :P

The Anxiety of Searching for a Book

Para Conhecimento e Divulgação

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Entrevista

"Bibliotecas estão 20 anos atrasadas"
Agência Brasil Que Lê

No comando do maior Conselho de Biblioteconomia do País, Evanda Verri Paulino, a presidente do CRB, que reúne os 8 mil bibliotecários paulistas, defende um novo papel para as bibliotecas e adoção de um modelo híbrido, que integre as unidades municipais, comunitárias e escolares para atender melhor tanto os estudantes como as comunidades em seu entorno. Para ela, que também é professora de Biblioteconomia e Ciências da Informação na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP), as bibliotecas devem funcionar cada vez mais como uma espécie de agência educadora e laboratórios de informações. Em entrevista exclusiva à Brasil Que Lê, Evanda defende um papel mais amplo das bibliotecas nas políticas públicas do livro e leitura e faz uma advertência: no Brasil, de acordo com ela, além dos problemas de estrutura, as bibliotecas escolares estão atrasadas pelo menos 20 anos.

A atual década tem sido um período de avanços importantes na questão do livro e da leitura no Brasil. Que balanço fazem os bibliotecários sobre esse período?

As iniciativas nas esferas pública e privada são necessárias para estimular a leitura e desenvolver a cidadania no Brasil. Ações importantes têm ocorrido. Entretanto, elas ainda não apresentaram resultados concretos. As diversas pesquisas em Educação ainda reiteram a necessidade de refletirmos sobre os aspectos nos quais ainda estamos falhando. Como bibliotecários e educadores, ajudamos a elaborar os projetos pedagógicos nas escolas e desenvolvemos ações culturais para estimular a leitura e o interesse pela pesquisa e pelo conhecimento. No entanto, nos perguntamos: será que estamos levando em consideração as características e as demandas da comunidade que pretendemos sensibilizar? No mundo globalizado, cada comunidade continua sendo única e especial. E sabemos que a busca pela informação e pelo conhecimento só acontece quando o indivíduo sente necessidade e curiosidade, e está motivado. Nós, bibliotecários, devemos ajudar a despertar e estimular o indivíduo para a leitura, a pesquisa, o saber e o questionamento. Portanto, programas que criam salas de leitura (a maioria sob a responsabilidade de professores readaptados) e se restringem à entrega de livros são insuficientes até mesmo para estimular a leitura no país.

A transformação educacional e cultural é gradativa e trabalhosa, envolve um esforço multidisciplinar planejado e integrado, desenvolvido por profissionais preparados e competentes. É importante considerar também que as inovações oriundas da tecnologia da informação têm modificado as relações humanas e os modos de gerar e disseminar conhecimento. Assim, estamos cada vez mais focados em desenvolver competências informacionais, ajudando a preparar os indivíduos para acessar, analisar, filtrar e selecionar informações, para que possam se apropriar de conteúdos de maneira ética e gerar novos conhecimentos. A leitura está presente em todas as etapas desse processo e ajuda a integrar e agilizar o complexo trajeto para buscar e encontrar a informação, essencial para a aprendizagem continuada e para a formação de cidadãos.

E o que representa, nesse contexto, o Plano Nacional do Livro e Leitura?

O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), por meio de projetos, programas, atividades e eventos, busca incentivar a leitura, fazendo com que ela se torne parte do cotidiano do brasileiro. Sem dúvida, o PNLL inclui ações importantíssimas para estimular a leitura, como a implantação de novas bibliotecas e a criação de projetos sociais. No entanto, precisamos ajudar estudantes e jovens a se tornarem usuários autônomos da informação, capazes de acessar e selecionar as informações que melhor atendam às suas necessidades e interesses. Alguns podem até discordar alegando que eles nunca foram tão “independentes” face ao acesso fácil à informação. Mas nós que lecionamos sabemos a dificuldade que esses jovens apresentam na hora de pesquisar e estruturar um texto com conteúdo claro e objetivo, e raciocínio inteligível. E a dificuldade que têm na hora de expor e defender uma opinião e se comunicar com clareza e discernimento para serem bem sucedidos e felizes nos âmbitos pessoal e profissional.

A competência informacional ajuda a fortalecer o repertório de conhecimento prévio adquirido também pela leitura e contribui para a aquisição de competências múltiplas, para o aprimoramento da capacidade de ler, escrever e se comunicar, e para utilizar as novas mídias digitais para manter-se atualizado e disponibilizar, compartilhar e colaborar na geração de novos conhecimentos.

Qual é, na sua opinião, o papel dos bibliotecários nesse novo cenário?

Cabe aos bibliotecários sensibilizar seus parceiros, colegas e superiores, seja em organizações ou em instituições, para a necessidade de criar e implantar programas de capacitação informacional sólidos, abrangentes e permanentes. Hoje, os bibliotecários atuam em bibliotecas públicas, escolares e comunitárias, em agências de publicidade, escritórios de advocacia, em editoras, em instituições públicas e privadas, além de organizar a informação disponível na Internet (sites, blogs e redes de relacionamento, entre outros), trabalho o qual chamamos Arquitetura da Informação.

Na era da informação e do conhecimento, a informação é fundamental para a estratégia do negócio e para a tomada de decisão. Por isso, atuamos em organizações das mais diversas naturezas. Assim como em instituições educacionais, nas organizações trabalhamos para difundir, organizar e democratizar a informação. Trabalhamos para a inclusão informacional e o uso competente da informação. Nas bibliotecas escolares, bibliotecários e professores trabalham em parceria para ensinar ferramentas essenciais na atualidade como: tirar conclusões e decisões embasadas em informações advindas de fontes confiáveis, aplicar o conhecimento em situações distintas e gerar novos conhecimentos. A competência informacional tornou-se uma disciplina tão relevante nos dias atuais como a Matemática, a Arte e a História. O Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo está fazendo um levantamento das bibliotecas escolares exemplares da região, por meio do projeto “Biblioteca Vitrine: uma parceria para ser vista”.

Como as bibliotecas municipais e, sobretudo, as escolares, devem atuar nesse contexto?

A biblioteca escolar deve assumir hoje a posição de “agência educadora” e de “laboratório de informações”, podendo oferecer uma ampla gama de recursos e currículo de capacitação informacional para ajudar os alunos a adquirirem as competências necessárias. Em 2007, a American Association of School Librarians lançou os “parâmetros para o aprendiz do século XXI”, terceira edição do livro Information Power que, desde 1988, enfatiza a necessidade de ensinar o pensamento crítico aliado ao uso da informação. Este estudo mudou o paradigma da atuação das bibliotecas escolares nos EUA. Nesse sentido, o Brasil encontra-se pelo menos vinte anos atrasado em sua abordagem. Em São Paulo, assim como em outros Estados, levando-se em conta nossa realidade, de carência de bibliotecas escolares efetivas e crescimento de bibliotecas comunitárias, talvez pudéssemos começar a implantar o conceito de “bibliotecas híbridas”, nas quais as bibliotecas – públicas, escolares e comunitárias – trabalhariam em parceria, desenvolvendo programas de apoio mútuo com foco na classe estudantil e nas comunidades locais. Para conhecer melhor também as iniciativas voluntárias, decidimos que o tema do IX Prêmio Laura Russo 2010, a ser entregue no Dia do Bibliotecário, 12 de março, será o “Empreendedorismo Social: agente de transformação” (mais informações em http://www.crb8.org.br/).
 

Inovação, este é o segredo do sucesso!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Bibliotecas não são só livros.


A tecnologia está se integrando aos sistemas de bibliotecas, e não os intimidando. Levando esse assunto ao seu extremo lógico (embora isso seja pouco provável de não acontecer), nós poderíamos eventualmente ver prateleiras inteiras de bibliotecas relegadas a bases de dados, e ter livros apenas acessíveis digitalmente. Então como isso deixa os bibliotecários? Eles estão sendo dominados pela tecnologia, a inimiga sem fim do trabalho? Não dessa vez. Na verdade, a tecnologia está revelando que o verdadeiro trabalho dos bibliotecários não é apenas colocar os livros na estante. Ao invés disso, seu trabalho envolve guiar e educar visitantes em como encontrar informação, independente se estiver em livros ou em formato digital. Tecnologia provê melhor acesso a informação, mas é uma ferramenta mais complexa, geralmente requerindo know-how especializado. Essa é uma especialidade do bibliotecário, uma vez que eles se dedicam a aprender as técnicas mais avançadas para ajudar visitantes a acessarem a informação efetivamente. Isso está em sua descrição de trabalho.

A sociedade não está pronta para abandonar a biblioteca, e provavelmente nunca estará. Bibliotecas podem adaptar-se as mudanças sociais e tecnológicas, mas elas não são substituíveis. Enquanto que as bibliotecas são distintas da internet, os bibliotecários são os melhores profissionais para guiar acadêmicos e cidadãos para um melhor entendimento de como encontrar informação de valor online. Certamente, existe muita informação online. Mas ainda existe muita informação em papel. Ao invés de taxar as bibliotecas como obsoletas, os governos estaduais e federais deveriam aumentar os recursos para garantir melhores funcionários e tecnologias. Ao invés de galopar cegamente através da era digital, guiado apenas pelos interesses corporativos da economia da web, a sociedade deveria adotar uma cultura de guias e sinalizações. Hoje, mais do que nunca, as bibliotecas e os bibliotecários são extremamente importantes para a preservação e melhoria da nossa cultura.

Trechos do artigo "33 razões porque as bibliotecas e bibliotecários ainda se mantém extremamente importantes" artigo de Will Sherman.


Tradução colaborativa de: Moreno Barros, Isadora Garrido, Fabíola Pinudo, Sibele Fausto, Viviane Neves, Polyanha Hudson, Aline Gonçalves e Gustavo Henn.