Taí uma idéia boa. Principalmente se os trabalhadores conseguirem utilizar. Não basta o patrão ser "legal" e dar um ar mais amigável pra sua empresa, isso tem que ficar acessível ao público-alvo.
Ainda acho que seria muito melhor pra todos se esse esforço tivesse como objetivo melhorar e ampliar a rede de bibliotecas públicas (falando nisso, espero que não entre [muito] dinheiro público nesse negócio) ao invés de deixar o acervo trancado em empresas privadas, mas ao menos tem o lado positivo de levar o contato com os livros mais pra perto do trabalhador. Sabe, gerar uma cultura de proximidade que pode e deve se espalhar. E reconheço que o jeito mais fácil e eficiente é levar a biblioteca pro local de trabalho, onde o operário padrão gasta a maior quantidade de horas da sua vida.
É esperar pra ver. Um pouquinho complicado mas muito rico em possibilidades, é um projeto que certamente deve fazer mais bem que mal.
Segue:
***
Como uma rede de teias formada a partir de um único fio, o Leitura nas Fábricas, projeto lançado ontem em Diadema, em parceria com empresas, sindicatos e o Ministério da Cultura, prevê um crescimento exponencial no número de leitores da cidade.
Dez fábricas diademenses receberão, a partir do dia 21, minibiblioteca e espaço para leitura. O investimento é de R$ 200 mil. “A meta é chegar até o fim do ano em 50 fábricas. Já temos dez em fila de espera e muitos outros pedidos”, afirma Júlio Tavares, diretor de Cultura do município.
É a primeira vez que os Pontos de Leitura - no total 514 espalhados pelo País, se inserem em um ambiente industrial.
Paralelamente, funcionários das fábricas se transformarão em multiplicadores.
“Ao todo, 50 agentes de leitura entrarão em ação pela cidade. Eles funcionarão como os agentes de saúde, cadastrando pessoas em suas casas para transformar cada residência em um ambiente favorável para a leitura”, diz Maria Regina Ponce, secretária de Cultura.
O prefeito de Diadema, Mário Reali, declarou que o projeto traz um novo entendimento da relação capital e trabalho, permitindo que o acesso a informação, lazer e cultura ocorra até na hora do expediente.
“A cultura não só qualifica o trabalhador a novas oportunidades de emprego, mas contribui na formação de uma nova sociedade”, afirma Reali.
Esse foi o primeiro projeto do programa Diadema, Cidade de Leitores, que prevê modernização de bibliotecas, aquisição de acervo e mais, a instalação de 11 Cines Mais Cultura, de exibição gratuita de filmes e oficinas de capacitação. Não há prazo para a implementação desses outros projetos.
Mostrando postagens com marcador cultura organizacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura organizacional. Mostrar todas as postagens
Minibibliotecas em fábricas começam a funcionar dia 21
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Marcadores:
bibliotecas,
cultura,
cultura organizacional
Cultura e comunicação nas organizações
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Ao analisarmos o conceito de cultura organizacional, devemos priorizar duas definições: a cultura em si e a organização, entendendo comunicação como um processo natural e inerente à construção dessa realidade. A partir daí, podemos compreender culturas nas organizações como um fenômeno que vem sendo estudado e observado. [...]cultura organizacional se dá na relação com a comunicação, entendendo que cultura é criação de significados e que comunicação, por meio da relação e da interação entre pessoas, ao gerar sentido para as ações, possibilita a negociação e a criação de significados, contribuindo para o processo de formação das culturas em uma organização.
Falar em culturas na organização significa observar o contexto, implícito e emergente em uma organização. [...] a cultura se constrói no dia a dia de uma organização, por meio dos diferentes grupos, sendo fundamental observar sua diversidade nas organizações da contemporaneidade. Ou seja, não existe uma única cultura, mas diferentes culturas que convivem e se respeitam, fazendo sentido para determinado grupo de pessoas que dela participa. A cultura reflete a essência de uma organização, podendo ser interpretada por seus processos, sistemas, comportamentos, os quais são construídos através do tempo. Defino a cultura em uma organização, essencialmente, como um fenômeno interativo a partir do momento em que os grupos observam e interagem com o mundo a seu redor. Por meio desse processo, as pessoas podem simbolizar e atribuir significados a eventos e objetos.
Quanto mais se aprende sobre comunicação, mas se entende que todo comportamento é potencialmente comunicativo, e os indivíduos tanto agem como reagem aos eventos comunicativos, sendo fundamental entender o significado do que acontece. Cultura é um sistema de concepções expressas herdadas em formas simbólicas por meio das quais o homem comunica, perpetua e desenvolve seu conhecimento sobre atitudes para a vida.
Há três maneiras de se observar a cultura nas organizações, as quais ocorrem em uma mesma organização ao observarmos os diferentes ambientes: integrada, diferenciada e fragmentada.
INTEGRADA: vista como homogeneidade, consenso em valores e transparência.
DIFERENCIADA: destaca as subculturas (conflito ou coexistência). Característica predominante: multiplicidade de culturas.
FRAGMENTADA: ambiguidade organizacional (ironias e paradoxos), mudanças constantes, relações complexas. A análise recai nas relações de interesse e consensos transitórios. Vai depender da situação vivenciada pela empresa o entendimento e a prática de cada uma dessas perspectivas. Por exemplo, em uma organização que não dá voz às pessoas, é bem provável a existência de um nível de frustração. Mas caso essa realidade de comando tenha sentido para aquela organização, as pessoas vivenciam naturalmente essa realidade e sentem-se bem, não há como contrapor.
Venho referenciando comunicação como um processo abrangente e formativo, que oportuniza maior desenvolvimento nas organizações, que acresce capacidade nas pessoas, que estimula o conhecimento e que modifica estruturas e comportamentos. A perspectiva da comunicação como processo é uma postura que permite às pessoas explorarem suas potencialidades e desafiarem-se como seres humanos. McPhee e Zaug (2000, p. 1) entendem que “organizações são constituídas comunicativamente”. [...] todos os artefatos humanos, textos, ações comunicativas e comportamentos possuem significado não em razão daquilo que são, mas principalmente em decorrência do que eles significam, sendo que a capacidade para a compreensão das expressões da vida tem suporte no ser humano, e não no método ou na objetividade. Para esse entendimento, é fundamental incorporar a história, o contexto, as práticas sociais e respectivas expressões. Portanto, torna-se imprescindível entender que comunicação não mais reflete uma realidade, pelo contrário, é “formativa”, no sentido de criar e representar o processo de organizar.
Artigo de Marlene Marchiori (07/12/09). Disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=199&tipo=G
Marcadores:
comunicação,
cultura organizacional
Cultura é a alma do negócio
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A empresa que não investe na consolidação da sua cultura acaba perdendo confiança, produtividade, qualidade, credibilidade e, consequentemente, clientes, negócios e mercado, o que significa baixa sustentabilidade, que pode significar a mesma coisa que desempenho negativo ou falência. Esta é uma relação de causa e efeito incontestável.
Um grande número de corporações tem investido pesadamente em mídias digitais para melhorar a comunicação interna. No entanto, os resultados não aparecem e surge a pergunta: onde está o erro? A resposta está na falta da conscientização de valores e princípios, que valorizem os relacionamentos humanos e a corresponsabilização por objetivos e verdades comuns.
A falta de diálogo, de abertura à conversação e troca de ideias é, sem dúvida alguma, o grande problema que prejudica o bom desempenho de muitas organizações. Nesse sentido, a comunicação corporativa é um processo diretamente ligado à cultura da empresa, ou seja, aos valores e atitudes das suas lideranças e às crenças e comportamentos dos seus colaboradores.
Não adianta a empresa investir em blogs corporativos, redes sociais de relacionamento; importar modelos de certificação da qualidade e sistemas de tecnologia da informação se internamente não existe um ambiente de abertura ao diálogo e de compartilhamento de conhecimento, informações e opiniões.
Com a consolidação da cultura da comunicação é possível simplificar e solucionar praticamente todos os problemas organizacionais, que na maioria das vezes estão ligados à desvalorização do relacionamento humano.
A cultura é a essência da boa navegação no desafiador oceano da era digital.
Trecho do artigo disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna_col.asp?panorama=303&tipo=C
Marcadores:
cultura organizacional,
inovação
Assinar:
Postagens (Atom)