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Mídias Sociais

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Aê turminha (principalmente a Laura, que é 1/3 dos frequentadores daqui):

Quando eu fui pro RJ pra um treinamento do SEER, conheci um grupo de garotas. Seguindo-as no twitter, fiquei sabendo que uma delas faz parte de um livro sobre Mídias Sociais que está disponível para visualização e download. O artigo dela é o primeiro.

Ela parece ser extremamente competente (caso interesse, sigam @MissMoura), e é o assunto da moda :)

E-book AQUI

Twitter: meio ou fim?

sábado, 6 de março de 2010

Por Vany Laubé.

A pergunta veio de chofre, assim, via DM (Direct Message, vale a pena explicar, porque, ontem mesmo, durante uma aula de Twitter, sem o fazer, fui interrompida com um, “peraí, DM é alguma discussão de migalha que rola no Twitter, já que DR é a famosa discussão de relação aqui fora, no mundo real?” #bizarro, mas, precisamos, nós, que lidamos com estas ferramentas, nos tocar que tem gente que ainda não está nesta #vibe). A autora, uma jornalista que conheci graças a um post daqui, deste blog, depois que me tornei articulista fixa.

Fernanda Hellmeister de Oliveira Martins, ou @fekazi, como se apresenta na ferramenta do pássaro azul, veio assim, de repente, quase me arguindo, como se em sala de aula também. Estudante da Metodista de São Bernardo do Campo, trabalha para a agência da Universidade e me entrevistou para uma revista vitual. De lá para cá, viemos trocando várias figurinhas. Um potencial esta moça! Tendo lido este outro post, disse que queria muito conversar comigo a respeito, mas antes, soltou a “bucha”: o twitter é meio ou é fim?

Parada dos motores
Era necessária uma refletida básica. Afinal, ela estava sem poder conversar, e isso significaria que para responder-lhe, eu precisaria escrever. Então, lá fui eu, dedos e teclado a postos. O que segue, foi mais ou menos o que enviei para ela – um pouco editado, claro. Depois de pronto é que percebi que valia como um post e exatamente aqui, neste espaço:

É meio
Como ferramenta, seja para jornalistas (que eu prefiro, claro!), o Twitter é meio – sempre. Ele, Facebook, Orkut, o que quer que valha entre um interlocutor e seus amigos, colegas, clientes ou apenas comunidades virtuais. Assim mesmo, como uma equação matemática em que => meio = mídia.
Neste contexto, digamos, antropológico, até morfológico da palavra, mesmo, como meio de se fazer chegar às pessoas e permitir que elas cheguem até você. Então, o Twitter é meio.
Mas será que ele também pode ser um fim em si mesmo? Eu diria que pode, sim. Mas que depende da situação.

E é fim. Mas… depende das CNTPs
Aprendi, particularmente, neste 2009 dedicado ao estudo das redes sociais e das mídias sociais que envolvem estas ferramentas, plataformas, tecnologias e tudo o + que compõe este #maravilhosomundonovo e que justamente está “quebrando paradigmas” de negócios e relacionamentos, em várias esferas, é evitar uma afirmação ESTANQUE.
Tudo muda a todo instante. O que pode ser uma verdade absoluta uma hora, deixa de ser logo depois. E a variável de tempo para isso é cada vez mais incógnita, dada a rapidez com que novas tecnologias são lançadas. O que aconteceu lá atrás é completamente diferente de hoje e, acredite, mesmo amanhã será outro dia. Da mesma forma que “uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa” e, convido todos a lerem o porquê da frase, mais de uma vez atribuída ao escritor de “O nome da Rosa”, Umberto Eco.

Então, se o Twitter pode ser num determinado momento um fim, em si, para um objetivo comercial, uma campanha de PR, por exemplo, sim, pode. Mas isso não quer dizer que será sempre para aquele objetivo e nem trará sempre o mesmo resultado.

Forças nem tão ocultas assim
Pense nele novamente como uma ferramenta. Aliás, faça melhor, vamos trazer a discussão para o âmbito real. Pense numa ferramenta, como, por exemplo, numa chave de fenda. Decerto que ela tem um fim em si – o de aparafusar. Mas ela serve para outros fins, também, desde que você “saia da caixa” (pense criativamente, “out of the Box”). Pode até ser que ela sirva numa determinada ocasião para uma finalidade – alavanca.

Mude o cenário e tente novamente. Ao tentar repetir a dose, porque eventualmente deu certo uma vez, porque você mudou aspectos do cenário, a finalidade não se completa. Os componentes envolvidos na operação — tempo, espaço e até a matéria – ao serem outros e, portanto, gerarem forças contrárias diversas, podem mudar o resultado final. Exemplo? Se no primeiro caso você estava abrindo uma porta de madeira, usando a chave de fenda como alavanca, mas, no segundo, você tenta abrir uma porta de aço.
Agora, voltemos ao Twitter, onde estas diferenças, por serem virtuais, são mais etéreas e difíceis de entendimento. Você pode lançar uma campanha que valha para um cliente e viralize pacas. Aspectos de oportunidade, do produto em si, o público-alvo, tudo isso conta, inclusive o momentum – algo mais amplo do que uma simples fração do tempo, um momento – envolve toda uma atividade física, da Mecânica Clássica mesmo.

Tempos depois, você tenta a mesma estratégia com outro cliente… será que o Twitter será o fim em si mesmo para aquela causa tanto quanto o foi para a primeira? Minha reposta para todos os leitores fica por aqui. E fica em tom de pergunta, como eu deixei para a própria @fekazi. Agora, para facilitar as respostas, eu deixo no ar, duas dicas:

1. Nem sempre o que é bom para um produto ou cliente é bom para outro. Isso não é novo, mas é bom para deixar como ponto de reflexão.
2. Já percebeu, como volta e meia as mídias sociais são remetidas a teorias da física quântica?

 Fonte: http://www.midiassociais.net/2010/03/twitter-meio-ou-fim/

Redes sociais podem trazer mais retorno do que anúncio publicitário

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

É cada dia mais comum usarmos o termo "redes sociais". Está na boca de adolescentes e de empresários. Nas casas de cada um e nas corporações. Segundo dados do IBOPE//NetRatings, divulgados em junho deste ano, 18,5 milhões de pessoas navegaram em sites relacionados a comunidades durante o período da pesquisa. Se somados os fotologs, videologs e os mensageiros instantâneos, este número salta, em média, para 20,6 milhões de brasileiros que navegam pelas páginas de relacionamento on-line - um valor que representa cerca de 90% do total de usuários que acessam a Internet mensalmente.

Mas o que isso significa e por que esse conceito vem sendo freqüentemente utilizado? As redes sociais são formadas por indivíduos com interesses, valores e objetivos comuns para o compartilhamento de informações. A Internet é um dos grandes fomentadores para a formação de redes, já que elas proporcionam o encontro de pessoas, independente de tempo e espaço.

Essas redes sociais on-line são criadas a partir de sites de networking como o Orkut, um dos principais tipos de ferramenta de mídias sociais. Elas envolvem diversas atividades que integram tecnologia, interação social e a construção de palavras, fotos, vídeos e áudios. A forma como a informação é apresentada depende das diferentes perspectivas da pessoa que compartilhou o conteúdo, podendo ter vários tipos como fóruns de Internet, weblogs, wikis, podcasts, fotos e vídeos.

Todas essas formas de transmitir informação geram uma interação que se contrapõe aos convencionais meios de comunicação como televisão, rádio ou jornais. Isso se dá porque os próprios usuários são os responsáveis pelo conteúdo, que pode ser postado, compartilhado, comentado ou até mesmo alterado por outras pessoas.

De fato o Orkut foi um divisor de águas na difusão das `redes sociais` no Brasil. Hoje, sites como Flickr, Facebook, YouTube, Second Life e muitos outros são exemplos de seguimento desse conceito, cuja receita de sucesso está na utilização de ferramentas fáceis, arquitetura participativa e liberdade de comunicação.

As mídias sociais e as empresas
Tão importante quanto entender o conceito é saber como usar as mídias sociais. Há pouco tempo, empresas descobriram que uma comunidade no Orkut, por exemplo, pode ser mais eficaz do que um anúncio para difundir a sua marca. Ou que um vídeo espalhado viralmente no YouTube pode gerar resultados impressionantes.

Ações como essas estão baseadas nos resultados de estudos como o Edelman Trust Barometer. A pesquisa busca entender como as pessoas formam suas opiniões hoje. O resultado indicou que os entrevistados confiam mais em seus pares do que em especialistas ou em acadêmicos. Daí a força das redes sociais para motivar a tomada de decisões. Reforçando esta constatação, de acordo com o levantamento do IBOPE/NetRatings, campanhas on-line partindo de blogs ou outras redes sociais podem ter impacto 500 vezes maior do que as feitas a partir dos sites das próprias empresas.

Tudo isso evidencia que a utilização de mídias sociais já não é mais uma simples tendência. Por isso, empresas estão investindo em profissionais que entendam desse tipo de comunicação e que vivam realmente essa realidade. Não adianta apenas participar de fóruns, colocar vídeos na rede ou criar blogs corporativos. É fundamental que a equipe inteira acompanhe esse movimento que está revolucionando a forma de se comunicar.


* Artigo feito com a colaboração de Juliano Spyer, autor do livro Conectado - O que a internet fez com você e o que você pode fazer com ela, lançado em 2007 pela editora Jorge Zahar, e especialista e responsável por mídias sociais na Talk - comunicação interativa.
Disponível em: http://imasters.uol.com.br/artigo/10831/midiasocial/empresas_redes_sociais_podem_trazer_mais_retorno_do_que_anuncio_publicitario/

Mídias sociais em seis tendências

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Elas vieram para ficar e não param de crescer. Em 2010, ficarão ainda mais populares e exclusivas. Saiba que rumo elas irão tomar.

Já se sabe que as mídias sociais vieram para ficar: em 2009 seu crescimento foi espantoso. De acordo com o Nielsen Online, do NNGroup, o Twitter cresceu 1,382% no período de um ano, o equivalente a 7 milhões de visitantes únicos somente nos EUA. No ano que vem, as mídias sociais devem ficar ainda mais populares.

O colunista da Business Week, David Armano, apontou seis tendências para mídias sociais em 2010:

1. Mídias sociais começarão a parecer menos sociais: Com grupos, listas e nichos se tornando cada vez mais populares, as redes podem começar a tornar-se mais “exclusivas”. Nem todos conseguem acompanhar todas as informações veiculadas nas suas redes de relacionamento, o que acaba criando muito “ruído” na comunicação. É provável que as pessoas passem a filtrar essa desordem para obter valor das informações provenientes das redes.

2. Avanço nas empresas: Ainda há poucas corporações investindo em relacionamento com o cliente em redes sociais. Empresas como Best Buy já deslocaram centenas de funcionários para prestar apoio aos seus clientes pelo Twitter. Este é um sinal de que, no próximo ano, as empresas voltarão mais seus olhares para descobrir as economias ou servir os clientes de forma mais eficaz através de alavancagem de tecnologias sociais.

3. Negócios sociais se tornarão um assunto sério: Os participantes dos chamados “social business” são incentivados a participar e recompensados conforme seu nível de envolvimento e atuação. Como os participantes da sua rede não tem vinculo com sua empresa, eles podem facilmente abandonar sua rede e ir para concorrência. Nesse caso, a alternativa é procurar formas de incentivar a atividade dentro das redes internas e externas, de forma a mantê-las pelo maior tempo possível;

4. Sua empresa terá uma política de comunicação social: Se a empresa onde você trabalha ainda não tem uma política de comunicação social em vigor, com regras específicas de participação em várias redes, é bastante provável que no próximo ano você receba um documento que formalize a maneira como a sua empresa atuará nessas mídias sociais;

5. Mobilidade torna-se a salvação para as mídias sociais: Com cerca de 70% das organizações proibindo o uso de redes sociais e, simultaneamente, as vendas de smartphones em ascensão, é provável que os trabalhadores procurem alimentar seus “vícios” pela interação por meio de seus dispositivos móveis. Como resultado, podemos ver mais melhorias nas versões móveis de nossa droga social favorita;

6. Compartilhar não significa mais mandar e-mails: O jornal New York Times desenvolveu um aplicativo para i-Phone que adiciona a funcionalidade de partilha. Isso permite ao usuário facilmente transmitir um artigo por meio de redes como o Facebook e o Twitter. Muitos sites já suportam esta funcionalidade, mas é provável que ela se torne realmente popular nesse próximo ano, quando as pessoas passarão a compartilhar com seus contatos na rede social aquilo que costumavam enviar para listas de e-mail.


Fonte: HSM Online - 13/11/2009, por Marcelo Bastos.