Buscas no Google poluem o mesmo que uma chaleira elétrica
Uma simples consulta no Google que parece inofensiva é capaz de produzir quase a mesma quantidade de dióxido de carbono que ferver uma chaleira de água. Essa é conclusão de um estudo feito pelo físico norte-americano Alex Wissner-Gross, que mostra o impacto da maior ferramenta de busca no meio ambiente. Pela análise de Gross, o Google emite 7 gramas de dióxido de carbono, ou seja, duas buscas equivalem a uma chaleira elétrica enquanto ferve água, 14 gramas. O cientista fundamenta que as emissões geradas pelo site são derivadas do tempo que o computador fica ligado, mas principalmente, pelo gasto dos centros operacionais de dados do Google. Uma das justificativas para a afirmação acima está, segundo o físico, na quantidade de bancos de dados que o sistema de busca utiliza para dar o rápido resultado às consultas dos usuários, sendo assim, produz mais dióxido de carbono que seus concorrentes.
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Encontrei por aí. Legal, né?
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Biblioteca de NY vira refúgio durante a crise econômica
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Com 40 milhões de visitas em 2009, a instituição ajudou a população a enfrentar uma fase difícil
Qual é o local mais visitado do planeta? Acertou quem respondeu Times Square, o coração de Manhattan que recebe uma média de 35 milhões de visitantes por ano. A estatística é imprecisa e pode ser questionada. Mas, qual a instituição que atraiu mais visitantes na região metropolitana de Nova York em 2009 e é mais frequentada do que todas as outras atrações culturais e esportivas somadas? A Biblioteca Pública de Nova York.
A casa recebeu 40 milhões de visitas em 2009; NY tem 8 milhões de habitantes. E, se o leitor está coçando a cabeça com a ideia de que o desemprego e a recessão transformaram os nova-iorquinos em diletantes, pense de novo. Imagine a economia com a conta de aquecimento a óleo se é possível enfrentar o desemprego em pleno inverno no calor aconchegante de uma sala de leitura? E se o funcionário da biblioteca pode ajudá-lo a escrever um currículo e tem conhecimento suficiente para informar quais as áreas que estão contratando? O crash de setembro de 2008 encheu as bibliotecas americanas não só de desempregados como também de crianças cujos pais perderam acesso a babás e programas pós-escolares. Veja no vídeo desta entrevista com Paul LeClerc, disponível no Portal Estadão, como se criou o culto à biblioteca na vida americana e como a Biblioteca de NY adaptou programas para ajudar a população a enfrentar a crise.
O homem elegante, como convém a um acadêmico especializado em literatura francesa, desliza ao nosso encontro na mais bela sala de leitura da América do Norte. Paul LeClerc não dá sinais de que está em contagem regressiva para deixar o cargo que ocupa há 16 anos e vai abandonar só após as comemorações do centenário da biblioteca, em maio de 2011. A sala restaurada em 1998 é um dos maiores espaços sem colunas de sustentação do país. A Rose Reading Room, na sede da biblioteca, foi rebatizada com o nome do casal de filantropos que bancou a restauração, Frederick e Sandra Rose. No salão revestido de carvalho, ao contrário do imenso interior da estação Grand Central, o outro refúgio para as massas em Manhattan, o barulho mais importuno é o arrastar de cadeiras. Conheça, em outro vídeo do portal, o interior da Rose Reading Room.
LeClerc é um dos personagens centrais da transformação digital de arquivos na passagem do século. Ele tomou decisões importantes, navegando entre debates filosóficos, tecnológicos e jurídicos. A primeira decisão foi a de começar o processo digital por imagens. A galeria digital da biblioteca é um sucesso, acessada mais de 7 milhões de vezes por mês por internautas que podem baixar qualquer uma de suas 700 mil imagens de domínio público para fins não comerciais.
Há cinco anos, a biblioteca se juntou ao Google no processo de digitalização de 300 mil livros em domínio público. No ano passado, a instituição "emprestou" livros digitais mais vezes - cerca de 350 mil além do que qualquer outra biblioteca americana, para leitores de 220 países e territórios. Os leitores usam um software para baixar o livro na íntegra e a obra desaparece no fim do empréstimo de três semanas. Mas LeClerc admite que a questão do copyright e da produção contemporânea está longe de resolvida.
Mas, se disputas sobre direitos autorais podem ter uma solução negociada, outra ausência de consenso assusta mais o presidente da biblioteca nova-iorquina. É o dilema sobre a preservação da cultura daqui para frente, qual a tecnologia digital que vai se mostrar duradoura e economicamente viável. Ele aponta para a coleção de papel à sua volta e diz: "Temos uma Bíblia do Guttenberg de 1452. Está em boas condições e podemos preservá-la por pelo menos mais 500 anos."
"Uma das maiores questões enfrentadas por qualquer país avançado, inclusive o Brasil, é como preservar a informação produzida de forma digital", diz. Ele não está pensando no futuro imediato e sim no próximo milênio. "Vivemos num ambiente em que a informação já nasce digital. Então, como preservar esta cultura? Como é que uma pessoa que tentar escrever a história social e econômica do seu país ou do meu vai encontrar a informação? O fato é que não temos solução para este problema."
Pergunto se o avanço da internet pode enfraquecer o papel da biblioteca pública nas economias emergentes. "É só olhar para o enorme sistema de Hong Kong, os investimentos feitos por chineses e também em Cingapura, que tem o maior tráfego de biblioteca do mundo, para confirmar que a aposta no capital humano continua a ser fundamental", argumenta. "Há cinco mil anos não inventam lugar melhor do que a biblioteca para democratizar o acesso ao conhecimento."
***
Vai Biblioteca de São Paulo! Mostra quem manda!
Acho que não vai dar pra competir, mas seria bem legal ver acontecer alguma coisa semelhante por aqui...
Qual é o local mais visitado do planeta? Acertou quem respondeu Times Square, o coração de Manhattan que recebe uma média de 35 milhões de visitantes por ano. A estatística é imprecisa e pode ser questionada. Mas, qual a instituição que atraiu mais visitantes na região metropolitana de Nova York em 2009 e é mais frequentada do que todas as outras atrações culturais e esportivas somadas? A Biblioteca Pública de Nova York.
A casa recebeu 40 milhões de visitas em 2009; NY tem 8 milhões de habitantes. E, se o leitor está coçando a cabeça com a ideia de que o desemprego e a recessão transformaram os nova-iorquinos em diletantes, pense de novo. Imagine a economia com a conta de aquecimento a óleo se é possível enfrentar o desemprego em pleno inverno no calor aconchegante de uma sala de leitura? E se o funcionário da biblioteca pode ajudá-lo a escrever um currículo e tem conhecimento suficiente para informar quais as áreas que estão contratando? O crash de setembro de 2008 encheu as bibliotecas americanas não só de desempregados como também de crianças cujos pais perderam acesso a babás e programas pós-escolares. Veja no vídeo desta entrevista com Paul LeClerc, disponível no Portal Estadão, como se criou o culto à biblioteca na vida americana e como a Biblioteca de NY adaptou programas para ajudar a população a enfrentar a crise.
O homem elegante, como convém a um acadêmico especializado em literatura francesa, desliza ao nosso encontro na mais bela sala de leitura da América do Norte. Paul LeClerc não dá sinais de que está em contagem regressiva para deixar o cargo que ocupa há 16 anos e vai abandonar só após as comemorações do centenário da biblioteca, em maio de 2011. A sala restaurada em 1998 é um dos maiores espaços sem colunas de sustentação do país. A Rose Reading Room, na sede da biblioteca, foi rebatizada com o nome do casal de filantropos que bancou a restauração, Frederick e Sandra Rose. No salão revestido de carvalho, ao contrário do imenso interior da estação Grand Central, o outro refúgio para as massas em Manhattan, o barulho mais importuno é o arrastar de cadeiras. Conheça, em outro vídeo do portal, o interior da Rose Reading Room.
LeClerc é um dos personagens centrais da transformação digital de arquivos na passagem do século. Ele tomou decisões importantes, navegando entre debates filosóficos, tecnológicos e jurídicos. A primeira decisão foi a de começar o processo digital por imagens. A galeria digital da biblioteca é um sucesso, acessada mais de 7 milhões de vezes por mês por internautas que podem baixar qualquer uma de suas 700 mil imagens de domínio público para fins não comerciais.
Há cinco anos, a biblioteca se juntou ao Google no processo de digitalização de 300 mil livros em domínio público. No ano passado, a instituição "emprestou" livros digitais mais vezes - cerca de 350 mil além do que qualquer outra biblioteca americana, para leitores de 220 países e territórios. Os leitores usam um software para baixar o livro na íntegra e a obra desaparece no fim do empréstimo de três semanas. Mas LeClerc admite que a questão do copyright e da produção contemporânea está longe de resolvida.
Mas, se disputas sobre direitos autorais podem ter uma solução negociada, outra ausência de consenso assusta mais o presidente da biblioteca nova-iorquina. É o dilema sobre a preservação da cultura daqui para frente, qual a tecnologia digital que vai se mostrar duradoura e economicamente viável. Ele aponta para a coleção de papel à sua volta e diz: "Temos uma Bíblia do Guttenberg de 1452. Está em boas condições e podemos preservá-la por pelo menos mais 500 anos."
"Uma das maiores questões enfrentadas por qualquer país avançado, inclusive o Brasil, é como preservar a informação produzida de forma digital", diz. Ele não está pensando no futuro imediato e sim no próximo milênio. "Vivemos num ambiente em que a informação já nasce digital. Então, como preservar esta cultura? Como é que uma pessoa que tentar escrever a história social e econômica do seu país ou do meu vai encontrar a informação? O fato é que não temos solução para este problema."
Pergunto se o avanço da internet pode enfraquecer o papel da biblioteca pública nas economias emergentes. "É só olhar para o enorme sistema de Hong Kong, os investimentos feitos por chineses e também em Cingapura, que tem o maior tráfego de biblioteca do mundo, para confirmar que a aposta no capital humano continua a ser fundamental", argumenta. "Há cinco mil anos não inventam lugar melhor do que a biblioteca para democratizar o acesso ao conhecimento."
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Vai Biblioteca de São Paulo! Mostra quem manda!
Acho que não vai dar pra competir, mas seria bem legal ver acontecer alguma coisa semelhante por aqui...
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Google Strikes Again!
quarta-feira, 10 de março de 2010
Depois de meter o pau no ReCAPTCHA e falar mal da Google mais duas ou três vezes, cá estou pra mostrar um lance que eles fizeram que, por hora, confesso que parece legal. Usando ReCAPTCHAS em vários momentos.
Eles digitalizaram 137 anos da revista Popular Science, e ela parece ser bem legal. Se você for meio nerd, claro.
Achei legal. Acharia mais legal se tivesse mais tempo pra ler. Mas ainda tenho certeza de que a Google quer dominar o mundo e nos destruir. O alto escalão da empresa certamente tem aliens infiltrados e coisas assim. Vocês vão ver...
Bastardos. É difícil lutar contra o poder...
O link da revista é www.popsci.com
As edições digitalizadas podem ser encontradas em http://books.google.com/books?id=UaUGpW8M_KMC&hl=en
Divirtam-se!
Eles digitalizaram 137 anos da revista Popular Science, e ela parece ser bem legal. Se você for meio nerd, claro.
Achei legal. Acharia mais legal se tivesse mais tempo pra ler. Mas ainda tenho certeza de que a Google quer dominar o mundo e nos destruir. O alto escalão da empresa certamente tem aliens infiltrados e coisas assim. Vocês vão ver...
Bastardos. É difícil lutar contra o poder...
O link da revista é www.popsci.com
As edições digitalizadas podem ser encontradas em http://books.google.com/books?id=UaUGpW8M_KMC&hl=en
Divirtam-se!
Sarkozy diz que enfrentará Google sobre digitalização de livros
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Por Emmanuel Jarry
GEISPOLSHEIM, França (Reuters) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta terça-feira que não deixará o patrimônio literário de seu país ser tomado por uma "amigável" gigante norte-americana, em evidente provocação ao Google.
A França quer evitar que a literatura francesa seja tragada por grandes projetos internacionais de digitalização e planeja criar seu próprio projeto de livros digitais.
"Não deixaremos que tirem nosso patrimônio em benefício de uma empresa grande, não importa o quão amigável, grande ou americana ela seja", disse Sarkozy, sem citar o Google.
Em reunião no leste do país, o presidente afirmou que a digitalização de livros seria um dos projetos financiados por um empréstimo nacional já planejado para fazer investimentos estratégicos de bilhões de euros em 2010.
"Não deixaremos que seja tirado de nós o que geração atrás de geração produziu na língua francesa apenas porque não fomos capazes de financiar nosso próprio projeto de digitalização", acrescentou.
O mercado editorial é o mais recente a ser afetado pela revolução digital, com o Google planejando criar uma enorme biblioteca de livros escaneados, livros digitais cada vez mais populares e governos lutando para se ajustar à rápida mudança no setor privado.
O projeto de livros do Google faz parte de um acordo fechado com o sindicato de autores dos Estados Unidos. O plano foi elogiado por dar acesso aos livros, mas também foi criticado em alguns círculos por razões de antitruste, direitos autorais e privacidade.
O primeiro-ministro da França, François Fillon, pediu no mês passado que uma comissão estudasse como preparar o mercado editorial para essa renovação, dizendo que é importante evitar o tipo de prejuízo que o download ilegal de músicas e filmes gerou em suas respectivas indústrias.
Em carta aberta, Fillon listou diversas estratégias possíveis, começando por escanear o conteúdo das bibliotecas europeias. Outros projetos incluem a aplicação de leis anti-pirataria ao mercado editorial, a contribuição de editoras para sugerir formas de policiar downloads ilegais e o desenvolvimento de um mercado legal de livros digitais.
Fillon afirmou que a França não aceitaria que outra indústria cultural fosse "ameaçada por saqueadores".
O governo francês propôs algumas das leis mais rígidas contra a pirataria online e, em setembro, o Parlamento francês aprovou uma lei que permite que as autoridades cortem a conexão do quem for flagrado repetidamente fazendo downloads ilegais.
O governo também pressiona a União Europeia para que aprove um projeto de digitalização que a coloca efetivamente em competição direta com o Google.
Essa não é a primeira disputa entre a França e o Google. Em 2005, líderes da França e da Alemanha anunciaram que iriam se unir para desenvolver um sistema de buscas multimídia, o Quaero ("Eu Busco" em latim), que muitos viam como um ataque direto ao Google. O projeto não decolou por falta de financiamento.
FONTE: http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/12/09/sarkozy-diz-que-enfrentara-google-sobre-digitalizacao-de-livros-915119040.asp
GEISPOLSHEIM, França (Reuters) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta terça-feira que não deixará o patrimônio literário de seu país ser tomado por uma "amigável" gigante norte-americana, em evidente provocação ao Google.
A França quer evitar que a literatura francesa seja tragada por grandes projetos internacionais de digitalização e planeja criar seu próprio projeto de livros digitais.
"Não deixaremos que tirem nosso patrimônio em benefício de uma empresa grande, não importa o quão amigável, grande ou americana ela seja", disse Sarkozy, sem citar o Google.
Em reunião no leste do país, o presidente afirmou que a digitalização de livros seria um dos projetos financiados por um empréstimo nacional já planejado para fazer investimentos estratégicos de bilhões de euros em 2010.
"Não deixaremos que seja tirado de nós o que geração atrás de geração produziu na língua francesa apenas porque não fomos capazes de financiar nosso próprio projeto de digitalização", acrescentou.
O mercado editorial é o mais recente a ser afetado pela revolução digital, com o Google planejando criar uma enorme biblioteca de livros escaneados, livros digitais cada vez mais populares e governos lutando para se ajustar à rápida mudança no setor privado.
O projeto de livros do Google faz parte de um acordo fechado com o sindicato de autores dos Estados Unidos. O plano foi elogiado por dar acesso aos livros, mas também foi criticado em alguns círculos por razões de antitruste, direitos autorais e privacidade.
O primeiro-ministro da França, François Fillon, pediu no mês passado que uma comissão estudasse como preparar o mercado editorial para essa renovação, dizendo que é importante evitar o tipo de prejuízo que o download ilegal de músicas e filmes gerou em suas respectivas indústrias.
Em carta aberta, Fillon listou diversas estratégias possíveis, começando por escanear o conteúdo das bibliotecas europeias. Outros projetos incluem a aplicação de leis anti-pirataria ao mercado editorial, a contribuição de editoras para sugerir formas de policiar downloads ilegais e o desenvolvimento de um mercado legal de livros digitais.
Fillon afirmou que a França não aceitaria que outra indústria cultural fosse "ameaçada por saqueadores".
O governo francês propôs algumas das leis mais rígidas contra a pirataria online e, em setembro, o Parlamento francês aprovou uma lei que permite que as autoridades cortem a conexão do quem for flagrado repetidamente fazendo downloads ilegais.
O governo também pressiona a União Europeia para que aprove um projeto de digitalização que a coloca efetivamente em competição direta com o Google.
Essa não é a primeira disputa entre a França e o Google. Em 2005, líderes da França e da Alemanha anunciaram que iriam se unir para desenvolver um sistema de buscas multimídia, o Quaero ("Eu Busco" em latim), que muitos viam como um ataque direto ao Google. O projeto não decolou por falta de financiamento.
FONTE: http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/12/09/sarkozy-diz-que-enfrentara-google-sobre-digitalizacao-de-livros-915119040.asp
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