Depois de 10 dias...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

iiBuenas!!

Este post é para me redimir (me perdoa, tá?!) de um incrível acontecimento ocorrido dia 13/06/2010: foi o aniversário de ninguém menos que Rodrigo Mognilnik, meu grande amigo da CGB Reitoria!!!

Eu estive meio atribulada com umas questões e não consegui postar dia 13, domingão, mas tenho certeza (tenho?) que ele me perdoa por isso... rs.

O Mog é um cara legal, olha só: ele ouve Rock'n'Roll, toma Guiness, é São-paulino (ÊÊÊÊÊÊÊ!!!), psicólogo, tem cara de mau mas é uma pessoa incrível!!!

Comentários (quasemaldosos) à parte pela nossa amizade (que besteira, não?!), para quem não pôde, não perca a oportunidade quando aparecer de conversar com esta pessoa singular. Ele é o cara!!! Mora aqui no meu coração do ladinho esquerdo e não abro!!! 

 
Ultramegapowerteramegazordfriend!! =D

Mog, não tenho muito a te dizer pq nossa amizade é pra sempre e cada ato de cumplicidade fala por si.


O que eu desejo é toda sorte e felicidade do mundo, pq pessoas incríveis devem ser lembradas!!

PARABÉNS (ATRASADO) PARA ELEEEEEEEEEE!!!!!!!

ÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!!!!!

Fica aqui a válida homenagem!!

Uêba!


Internautas poderão opinar sobre a revisão da Lei de Direitos Autorais (9.610/98).

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Ministério da Cultura disponibilizou em seu portal, uma proposta de modernização da Lei do Direito Autoral para consulta pública. As mudanças visam "harmonizar" os direitos dos criadores e artistas com o "direito de acesso à cultura de todos os brasileiros", segundo mensagem no site do órgão. O uso digital da música é que mais se destaca, já Cópias individuais de CDs não serão criminalizadas na nova lei.

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O comunicado também afirma que "a lei atual já era incapaz de garantir a plena realização do direito do autor e de ser uma alavanca da economia da cultura. Com o surgimento do ambiente digital, se mostra mais defasada e inadequada".


A consulta pública, que acontece até o dia 28 de julho, é uma maneira de incorporar sugestões da população para aprimorar leis e políticas sociais. Os interessados podem participar por meio do portal do Ministério, dedicado ao assunto. O anteprojeto fica aberto a consulta pública até o 28 de julho no site do Consulta Direito Autoral.


Os internautas devem fazer um cadastro e indicar se concordam totalmente, parcialmente ou discordam da proposta. Nos dois últimos casos, é preciso escrever uma sugestão e justificar as críticas feitas.

Cópias

O ministro da cultura Juca Ferreira explicou que a revisão da lei faz parte de um movimento global de adequação à tecnologia digital. "Todas as tentativas de se enquadrar o mundo digital em padrões analógicos se mostraram um fracasso. O governo brasileiro quer criar um sistema que estimule o pagamento do autor na internet. O que a gente quer é legalizar", afirmou.


Ferreira defendeu também que "o autor deve ser sempre remunerado", mas o reconhecimento da cópia individual - sem uso financeiro - também é um instrumento para garantir "o acesso da sociedade ao conhecimento".

Fonte: (BR Press)

Imagem da Biblioteca

Imagens encontrada na net



Minibibliotecas em fábricas começam a funcionar dia 21

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Taí uma idéia boa. Principalmente se os trabalhadores conseguirem utilizar. Não basta o patrão ser "legal" e dar um ar mais amigável pra sua empresa, isso tem que ficar acessível ao público-alvo.

Ainda acho que seria muito melhor pra todos se esse esforço tivesse como objetivo melhorar e ampliar a rede de bibliotecas públicas (falando nisso, espero que não entre [muito] dinheiro público nesse negócio) ao invés de deixar o acervo trancado em empresas privadas, mas ao menos tem o lado positivo de levar o contato com os livros mais pra perto do trabalhador. Sabe, gerar uma cultura de proximidade que pode e deve se espalhar. E reconheço que o jeito mais fácil e eficiente é levar a biblioteca pro local de trabalho, onde o operário padrão gasta a maior quantidade de horas da sua vida.

É esperar pra ver. Um pouquinho complicado mas muito rico em possibilidades, é um projeto que certamente deve fazer mais bem que mal.

Segue:

***

Como uma rede de teias formada a partir de um único fio, o Leitura nas Fábricas, projeto lançado ontem em Diadema, em parceria com empresas, sindicatos e o Ministério da Cultura, prevê um crescimento exponencial no número de leitores da cidade.

Dez fábricas diademenses receberão, a partir do dia 21, minibiblioteca e espaço para leitura. O investimento é de R$ 200 mil. “A meta é chegar até o fim do ano em 50 fábricas. Já temos dez em fila de espera e muitos outros pedidos”, afirma Júlio Tavares, diretor de Cultura do município.

É a primeira vez que os Pontos de Leitura - no total 514 espalhados pelo País, se inserem em um ambiente industrial.

Paralelamente, funcionários das fábricas se transformarão em multiplicadores.
“Ao todo, 50 agentes de leitura entrarão em ação pela cidade. Eles funcionarão como os agentes de saúde, cadastrando pessoas em suas casas para transformar cada residência em um ambiente favorável para a leitura”, diz Maria Regina Ponce, secretária de Cultura.

O prefeito de Diadema, Mário Reali, declarou que o projeto traz um novo entendimento da relação capital e trabalho, permitindo que o acesso a informação, lazer e cultura ocorra até na hora do expediente.

“A cultura não só qualifica o trabalhador a novas oportunidades de emprego, mas contribui na formação de uma nova sociedade”, afirma Reali.

Esse foi o primeiro projeto do programa Diadema, Cidade de Leitores, que prevê modernização de bibliotecas, aquisição de acervo e mais, a instalação de 11 Cines Mais Cultura, de exibição gratuita de filmes e oficinas de capacitação. Não há prazo para a implementação desses outros projetos.

Profa. Marta na Comissão Técnica de Biblioteconomia - UAB - Capes

sábado, 12 de junho de 2010

ISSN 1677-7050 Nº 109, Diário Oficial da União – Seção 2 - quinta-feira, 10 de junho de 2010

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR

PORTARIAS DE 9 DE JUNHO DE 2010

O Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, no uso de suas atribuições, conferidos pelo Art. 26, inciso VIII, do Estatuto aprovado, pelo Decreto n° 6.316, de 20 de dezembro de 2007, resolve:

No- 117-Art. 1º. Instituir a Comissão Técnica de Biblioteconomia para o acompanhamento e avaliação das ações de Implantação do Curso de Bacharelado desta área no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB.

Art. 2º A Comissão atuará na proposição, acompanhamento e avaliação de projetos e conteúdos pedagógicos; deliberará sobre a implantação e oferta do curso pelas Instituições Públicas de Ensino Superior, integrantes do Sistema UAB e demais questões técnicas afetas aos cursos, manifestando-se por pareceres técnicos conclusivos, atendendo solicitações da Capes.

Art. 3º. Os trabalhos da comissão serão coordenados por membro escolhido pelo pares.

Art. 4º Integrarão a comissão os especialistas:
a) Célia Regina Simonetti Barbalho - CRB-11/193
b) Helen Beatriz Frota Rozados - CRB-10/368
c) Henriette Ferreira Gomes - CRB-5/771
d) José Augusto Guimarães - CRB-8/3085
e) Marta Lígia Pomim Valentin - CRB-83663
f) Rosane Suely Álvares Lunardelli - CRB-9/1130
g) Sely Maria de Souza Costa - CRB-1/214

Art. 5º As atividades da comissão constituem trabalho relevante para o interesse publico e não ensejarão pagamento de qualquer natureza pelos cofres públicos, alem das indenizações previstas na Lei nº 11.204, de 20 de julho de 2007 e da concessão de diárias e passagens quando cabíveis.

Art. 6º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Dia dos Namorados!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bom... na verdade é sobre fim de namoro. Mas é legal(!?) assim mesmo hehe

***

Namoro Rompido (interbibliotecário)

O bibliotecário ao romper seu noivado com a bibliotecária, enviou-lhe a seguinte carta, dando baixa:
Campinas/SP, 30 de junho de 1980.
Ilma. Srta.Livraria Bibliográfica
Rua da leitura, 025
Biblioteconomia
Ref. - final de empréstimo

Devido aos desdobramentos incorretos de sua parte, sou obrigado a adotar uma nova ficha matriz. Tenho informações que você já deu inicio a uma nova ficha analítica e como não quero ser mais uma remissiva, retiro-me do seu catálogo topográfico, ou em linguagem documentária explicíta, sua biblioteca agradava-me enquanto acesso restrito; quando terceiros se associam pelo livre acesso, obriga-me a dar baixa dos meus empréstimos junto ao seu acervo. Aliás, minhas classificações já não batiam com seu fichário de assunto e a sua notação já ocasionava dificuldades de me localizar em nossa relação. Juro por Dewey, irrecuperavelmente, que nesta estante jamais voltarei a inventariar. Espero que me desculpe se fui beneficiado com sua obra rara. Quero salientar, também, que a forma de organização de nosso romance não foi própria para as aquisições e perdas que tivemos mas acredito que em nosso intercâmbio, eu não fui a única parte representada. Esqueça nossas bibliografias, mas avise-me sobre nossa margem pendente. Em referência a sua atenção quero desejar-lhe muitos empréstimos favoráveis para que não se torne uma obra encalhada. Arquive-me desta data em diante nas pastas dos teus recortes. Sem mais, aceite meu termo normalizado de despedida.
Tombo Livro.
(Fernando Modesto) Bibliotecário e Mestre pela PUC-Campinas, Doutor em Comunicações pela ECA/USP e Professor do departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP.

Editoras brasileiras se unem para criar distribuidora de e-books

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Recebi, e repasso pro blog.

As cinco maiores editoras de livros do Brasil criaram uma plataforma para distribuição de e-books (livros digitais). A Distribuidora de Livros Digitais (DLD) une a Editora Objetiva, o Grupo Editorial Record, a Editora Sextante, a Intrínseca e a Rocco, e começa a competir com outras empresas que oferecem vários títulos em forma digital, como a Amazon.com.

Segundo o jornal O Globo, a integração da Objetiva e da Editora Record a DLD foi anunciada na última terça-feira (1º/ 6). O grupo pretende impedir a cópia ilegal de obras e fazer com que as editoras tenham acesso em tempo real a dados sobre faturamento, estatísticas comerciais e liquidação de direitos autorais.

Com a chegada de aparelhos de leitura, como o Kindle e o iPad, o mercado editorial brasileiro está se transformando para ingressar no mundo digital. A DLD atuará, apenas, na distribuição de e-books para livrarias on-line e empresas de conteúdo digital. O grupo irá oferecer seus serviços a outras editoras interessadas no novo negócio.

Até!

Lego!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Que Lego é genial e tem milhões de possibilidades eu já sabia.

Que eu poderia usar Lego pra substituir minha maior inimiga, isso sim nunca tinha me ocorrido.

Genial.

Assista AQUI

Utilizando o catálogo com a Lady GaGa!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Mais um videozinho legal(!?):

Estudantes da Escola de Informação da Universidade de Washington decidiram ensinar seus colegas a buscar livros e bases de dados fazendo uma paródia com a música Poker Face.

O video foi feito para participar de um concurso da Universidade chamado "iSight Film Festival".

Clique aqui para assistir!

Divirtam-se! Supondo que alguém ainda venha aqui, claro.

Parabéns para eleeee!!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Bom dia!!

Já que este blog é para tudo o que não cabe na lista, hoje escrevo aqui rapidamente pra desejar um parabéns pra nosso (pelo menos meu) 'miguim' da Rede Carlos Henrique Ribeiro Gomes Fofy Torres, Téc. em Informática da Biblioteca do Campus de Franca.

Salvo seus desamores, ainda restam admiradores e pessoas que o querem tão bem quanto eu!!

É um, é dois, é três e... (todo mundo)


PARABÉNS PRA VOCÊ NESTA DATA QUERIDA, MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

CARLOS, FOFY, TORRES!!!!

ÊÊÊÊÊÊ!!!

Escândalo!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

João Grandino Rodas, atual reitor da USP e ex-diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), transferiu, em seu último dia como diretor da faculdade, praticamente a totalidade da biblioteca histórica da São Francisco para um prédio anexo, sem consultar nenhum conselho da faculdade e em condições absolutamente degradantes.

Encaixotados e empilhados às pressas, foram transferidos para um novo espaço que não tem as mínimas condições para abrigá-los: o prédio possui infiltrações (ocorreu um vazamento recentemente), ratos, baratas, pombos e (OBVIAMENTE!) não tem nem sequer um alvará de funcionamento.

A arbitrariedade do envio de um dos MAIORES ACERVOS JURÍDICOS DO PAÍS para esse novo prédio deu origem à paralização e mobilização dos estudantes. Agora vejam: O Ministério Público Federal deu ORDEM para que o acervo retornasse ao seu local de origem. O Diretor da unidade Acatou. Quando uma parte das caixas chegou, o vice-diretor da unidade, Paulo Borba Casella, passou por cima da ordem judicial e da ordem do Diretor e 'mandou' que as caixas fossem novamente levadas para o prédio anexo. Nisso, está tudo paralisado: o acervo está entre ratos e a chuva, mal encaixotado, transportado sem supervisão e dependendo de decisões de várias pessoas.

Lamentável. Estou em busca de novas informações, e atualizo isso aqui em breve.

Brontëssauro!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

As irmãs Brontë foram escritoras inglesas do período Vitoriano que lutaram contra condições adversas e preconceitos para publicar suas três grandes obras: Jane Eyre, O Morro dos Ventos Uivantes e Agnes Grey.

Agora, graças ao Super X-treme Mega History Heroes, você pode ter em sua casa todo o girl power das Brontë, com direito a transformação em Brontëssauro. As malignas editoras machistas não terão a menor chance!

Veja o vídeo genial AQUI

Roubei isso descaradamente do Gizmodo. O vídeo não tem legendas, mas é bem fácil entender o que acontece.

As Brontë detonavam :)

O Google é poluente?!?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Buscas no Google poluem o mesmo que uma chaleira elétrica

Uma simples consulta no Google que parece inofensiva é capaz de produzir quase a mesma quantidade de dióxido de carbono que ferver uma chaleira de água. Essa é conclusão de um estudo feito pelo físico norte-americano Alex Wissner-Gross, que mostra o impacto da maior ferramenta de busca no meio ambiente. Pela análise de Gross, o Google emite 7 gramas de dióxido de carbono, ou seja, duas buscas equivalem a uma chaleira elétrica enquanto ferve água, 14 gramas. O cientista fundamenta que as emissões geradas pelo site são derivadas do tempo que o computador fica ligado, mas principalmente, pelo gasto dos centros operacionais de dados do Google. Uma das justificativas para a afirmação acima está, segundo o físico, na quantidade de bancos de dados que o sistema de busca utiliza para dar o rápido resultado às consultas dos usuários, sendo assim, produz mais dióxido de carbono que seus concorrentes.

***

Encontrei por aí. Legal, né?

Virada Cultural!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Olá a Tod@s!

Já está definida a programação para a Virada Cultural 2010, na capital e nas cidades do interior. Dezenas e dezenas de atrações nacionais (muitas!) e internacionais (Cat Power, Living Colour, Booker T, ABBA The Show, Double You, Big Brother & the Holding Co., e Krisium, por exemplo).

Pro meu gosto, a programação dos ultimos dois anos estava mais legal (Matanza não tocou tão longe do centro da capital ¬¬), mas tem muita coisa pra se aproveitar.

Confira o link com a programação da capital: Virada 2010 - Programação da Capital

E aqui, o link com a programação do interior: Virada 2010 - Programação do Interior

Lançamento

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Enfim a obra que todos esperávamos, sobre o grande homem que todos adoramos!

Neste dia 24 foi lançada uma espécie de "biografia" do Seu Madruga, que eu já vi por aí ser considerado o "Macunaíma mexicano". Meio forçado, mas serve pra mostrar a grandeza desse ícone hehe

A propósito, eu e o Oberdan vamos encomendar as nossas cópias. Mais alguém quer entrar nessa? :D

Segue o link: Seu Madruga - Vila e Obra

Fotos fantásticas

terça-feira, 20 de abril de 2010

Encontrei por aí um post chamado "Um Compêndio de Belas Bibliotecas". É um dos títulos mais coerentes que eu já vi pra uma matéria.

Olhem vocês mesm@s: Librophiliac Love Letter: A Compendium of Beautiful Libraries

Kindle? Ipad? Coisas do passado. A moda agora é Book!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pensou em comprar um desses e-readers mas pensou duas vezes por causa das limitações de bateria, preço, portabilidade e sistemas&garantias não confiáveis?

Deixe esse mundo obsoleto para trás e maravilhe-se com o vídeo dessa novidade: Book! (clique para abrir o link do Youtube!)

Post gentilmente cedido pelo Oberdan :)

Silent Library

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Biblioteca é lugar pra ficar em silêncio, certo?

Então, pra quem nunca assistiu, lá vai um episódio de Silent Library, a versão original japonesa.

Não tem legenda, mas nem precisa.

Aposto como é muito legal brincar disso, se você nunca tirar a carta vermelha hehe

Veja o vídeo aqui!

Biblioteca de NY vira refúgio durante a crise econômica

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Com 40 milhões de visitas em 2009, a instituição ajudou a população a enfrentar uma fase difícil

Qual é o local mais visitado do planeta? Acertou quem respondeu Times Square, o coração de Manhattan que recebe uma média de 35 milhões de visitantes por ano. A estatística é imprecisa e pode ser questionada. Mas, qual a instituição que atraiu mais visitantes na região metropolitana de Nova York em 2009 e é mais frequentada do que todas as outras atrações culturais e esportivas somadas? A Biblioteca Pública de Nova York.

A casa recebeu 40 milhões de visitas em 2009; NY tem 8 milhões de habitantes. E, se o leitor está coçando a cabeça com a ideia de que o desemprego e a recessão transformaram os nova-iorquinos em diletantes, pense de novo. Imagine a economia com a conta de aquecimento a óleo se é possível enfrentar o desemprego em pleno inverno no calor aconchegante de uma sala de leitura? E se o funcionário da biblioteca pode ajudá-lo a escrever um currículo e tem conhecimento suficiente para informar quais as áreas que estão contratando? O crash de setembro de 2008 encheu as bibliotecas americanas não só de desempregados como também de crianças cujos pais perderam acesso a babás e programas pós-escolares. Veja no vídeo desta entrevista com Paul LeClerc, disponível no Portal Estadão, como se criou o culto à biblioteca na vida americana e como a Biblioteca de NY adaptou programas para ajudar a população a enfrentar a crise.

O homem elegante, como convém a um acadêmico especializado em literatura francesa, desliza ao nosso encontro na mais bela sala de leitura da América do Norte. Paul LeClerc não dá sinais de que está em contagem regressiva para deixar o cargo que ocupa há 16 anos e vai abandonar só após as comemorações do centenário da biblioteca, em maio de 2011. A sala restaurada em 1998 é um dos maiores espaços sem colunas de sustentação do país. A Rose Reading Room, na sede da biblioteca, foi rebatizada com o nome do casal de filantropos que bancou a restauração, Frederick e Sandra Rose. No salão revestido de carvalho, ao contrário do imenso interior da estação Grand Central, o outro refúgio para as massas em Manhattan, o barulho mais importuno é o arrastar de cadeiras. Conheça, em outro vídeo do portal, o interior da Rose Reading Room.

LeClerc é um dos personagens centrais da transformação digital de arquivos na passagem do século. Ele tomou decisões importantes, navegando entre debates filosóficos, tecnológicos e jurídicos. A primeira decisão foi a de começar o processo digital por imagens. A galeria digital da biblioteca é um sucesso, acessada mais de 7 milhões de vezes por mês por internautas que podem baixar qualquer uma de suas 700 mil imagens de domínio público para fins não comerciais.

Há cinco anos, a biblioteca se juntou ao Google no processo de digitalização de 300 mil livros em domínio público. No ano passado, a instituição "emprestou" livros digitais mais vezes - cerca de 350 mil além do que qualquer outra biblioteca americana, para leitores de 220 países e territórios. Os leitores usam um software para baixar o livro na íntegra e a obra desaparece no fim do empréstimo de três semanas. Mas LeClerc admite que a questão do copyright e da produção contemporânea está longe de resolvida.

Mas, se disputas sobre direitos autorais podem ter uma solução negociada, outra ausência de consenso assusta mais o presidente da biblioteca nova-iorquina. É o dilema sobre a preservação da cultura daqui para frente, qual a tecnologia digital que vai se mostrar duradoura e economicamente viável. Ele aponta para a coleção de papel à sua volta e diz: "Temos uma Bíblia do Guttenberg de 1452. Está em boas condições e podemos preservá-la por pelo menos mais 500 anos."

"Uma das maiores questões enfrentadas por qualquer país avançado, inclusive o Brasil, é como preservar a informação produzida de forma digital", diz. Ele não está pensando no futuro imediato e sim no próximo milênio. "Vivemos num ambiente em que a informação já nasce digital. Então, como preservar esta cultura? Como é que uma pessoa que tentar escrever a história social e econômica do seu país ou do meu vai encontrar a informação? O fato é que não temos solução para este problema."

Pergunto se o avanço da internet pode enfraquecer o papel da biblioteca pública nas economias emergentes. "É só olhar para o enorme sistema de Hong Kong, os investimentos feitos por chineses e também em Cingapura, que tem o maior tráfego de biblioteca do mundo, para confirmar que a aposta no capital humano continua a ser fundamental", argumenta. "Há cinco mil anos não inventam lugar melhor do que a biblioteca para democratizar o acesso ao conhecimento."

***

Vai Biblioteca de São Paulo! Mostra quem manda!
Acho que não vai dar pra competir, mas seria bem legal ver acontecer alguma coisa semelhante por aqui...

“O poder revela quem somos”

terça-feira, 23 de março de 2010

Um pesquisador americano diz como o poder nos torna mais corruptos, mesquinhos e hipócritas.

Dizer que o poder corrompe é um antigo chavão. A novidade é que esse velho axioma acaba de ser comprovado cientificamente em um trabalho de pesquisadores da Kellogg School of Management, nos Estados Unidos. Após uma série de testes comportamentais com voluntários, eles demonstraram como o poder costuma, em geral, mudar as pessoas para pior. Em testes, os poderosos não só trapaceavam mais, como se mostravam mais hipócritas ao se desculpar por atitudes que condenavam nos outros. “Os poderosos acreditam que devem ser excluídos de certas regras”, afirma o psicólogo social Adam Galinsky, professor de ética e decisões em gerência da Kellogg School of Management e um dos autores do estudo.

ÉPOCA – O poder corrompe?
Adam Galinsky – Sim, corrompe. Basicamente, apesar de o poder deixar as pessoas no centro das atenções, de estarmos todos olhando para as autoridades, os poderosos se sentem psicologicamente invisíveis. E, por causa dessa sensação de invisibilidade, eles se permitem agir de maneiras imorais, ao passo que outras pessoas não agiriam assim por medo de punição. É como se ficassem à vontade para preencher suas mais íntimas necessidades. Uma das comparações de que gosto de fazer é a história do Senhor dos Anéis. No momento que ele põe o anel, fica invisível e age mal. O poder é esse anel.

ÉPOCA – Como o senhor constatou isso?
Galinsky – Fizemos vários experimentos. Um deles foi com um jogo de dados. Dividimos os voluntários para a experiência em dois grupos: os muito poderosos e os pouco poderosos. Isolamos os grupos em um cubículo. Dissemos a cada um que eles ganhariam bilhetes para uma loteria conforme os pontos obtidos ao jogar os dados, que poderiam variar de 0 a 100. A média esperada era de 50 pontos. O grupo pouco poderoso anunciou ter obtido um resultado de 59 pontos, enquanto o grupo muito poderoso disse ter obtido 70 pontos. A conclusão é que o grupo pouco poderoso pode ter trapaceado com os dados, mas o muito poderoso trapeceou muito mais para conseguir mais bilhetes de loteria.

ÉPOCA – O senhor diria que a melhor s maneira de testar a identidade moral de um indivíduo é dar poder a ele?
Galinsky – Sim, porque o poder não apenas muda a pessoa, mas revela quem ela é de verdade. Podemos afirmar, a partir dessa pesquisa, que a experiência do poder provoca certas mudanças no ser humano – e a maior é torná-lo hipócrita.

ÉPOCA – A pesquisa chega a essa conclusão a partir de questões que envolvem superfaturar despesas de viagem ou ultrapassar o limite de velocidade. Quem faz isso está mais propenso a se tornar corrupto se chegar ao poder?
Galinsky – Em média, muitas pessoas, quando investidas de poder, tornam-se mais mesquinhas, afrouxam seus padrões éticos. Você está me fazendo uma pergunta diferente: se as pessoas que agem sem ética provavelmente se corromperiam no poder. “Provavelmente”, é a minha resposta.

"Quando estão fora do poder, as pessoas dizem: ‘Eu nunca agiria dessa forma’. Mas a verdade é que, no poder, muitos mudam"

ÉPOCA – Por que o senhor afirma que os poderosos, quando flagrados, mostram-se pouco arrependidos?
Galinsky – Por causa de um processo psicológico mostrado na pesquisa: os poderosos acreditam, de fato, que eles devem ser excluídos de certas regras e padrões aplicados aos demais. Ou então eles apresentam justificativas psicológicas para ter agido como agiram.

ÉPOCA – Executivos e políticos mostram-se incomodados quando o senhor comenta com eles esse tipo de comportamento?
Galinsky – Quando estão fora do poder, as pessoas dizem: “Eu nunca agiria dessa forma”. Temos a tendência de acreditar que não temos a mesma vulnerabilidade e que não corremos os mesmos riscos dos outros. Mas a verdade é que, investidos de poder, muitos mudam. Somos suscetíveis. A pesquisa mostra, sistemática e cientificamente, que não só as pessoas agem imoralmente quando podem, como elas se tornam hipócritas. Defendem padrões comportamentais mais rígidos para os outros do que para si mesmas. Foi o caso do governador de Nova York, Eliot Spitzer, que traiu a mulher com uma prostituta. Veio à tona depois que ele, como procurador-geral do Estado, combatia a prostituição. É nesse ponto que os poderosos caem do pedestal e a sociedade se revolta. Se eles apenas agissem mal, seria ruim, mas ainda por cima pregar o contrário do que fazem... A hipocrisia revolta. Vocês, por exemplo, têm um governador preso por obstruir a Justiça (José Roberto Arruda, governador afastado do Distrito Federal). Um governador é alguém que defende leis e comportamentos para a sociedade. Quando um político age assim, é mais revoltante do que executivos de empresas – porque executivos não necessariamente posam de modelo comportamental para os outros.

ÉPOCA – Nessa era de Big Brothers, em que câmeras revelam até gestos das autoridades em lugares onde elas pensam estar protegidas, não é mais difícil agir de forma hipócrita?
Galinsky – Não é uma questão de ser vigiado, mas de se sentir conectado à coletividade e obrigado a prestar contas aos outros. Mera vigilância nem sempre é eficaz e tende a dissipar seu efeito com o tempo, porque não é um processo que internaliza no indivíduo essa noção de que ele deve se explicar.

ÉPOCA – No Brasil existem cortes judiciais e celas especiais nos presídios para políticos, pessoas com nível universitário e autoridades. Isso reforça a crença de que os poderosos são pessoas diferentes?
Galinsky – Essa é uma questão mais complicada. Se as cortes especiais forem mais lenientes, daí você reforça o problema do tratamento especial. Se esses julgamentos forem mais rápidos e defender altos padrões éticos e legais para os poderosos, podem servir para reforçar que ninguém está acima da lei. É muito fácil para as pessoas que conquistaram certos postos atuar pelo bem delas mesmas, em vez de trabalhar pela coletividade, que as colocou lá. Costumo dizer em minhas aulas que é preciso criar algemas para os honestos: como podemos garantir que ninguém se sinta tentado a trapacear? Por isso eu nunca dou provas para fazer em casa. A tentação para fazer consultas é enorme.

ÉPOCA – A punição é capaz de conter essa tendência humana de agir mal?
Galinsky – O melhor caminho é fazer com que os poderosos tenham de prestar contas. O Congresso tem de fiscalizar seus políticos, o governo e dividir o poder com eles. Os processos decisórios têm de ser transparentes. Os políticos têm de estar na vitrine da sociedade, bem visíveis. No mundo dos negócios, os altos executivos também têm de ser monitorados pela diretoria, pelos conselhos. Se a diretoria for uma rede formada por “mais dos mesmos”, ou seja, por indivíduos poderosos com o mesmo padrão comportamental, aí ela não exerce sua função de controlar o presidente, que se sente, por isso, invisível para os demais. Isso resulta em histórias parecidas com as da Enron e da World Com (empresas que faliram em 2001 em meio a graves escândalos de corrupção). O combate à falta de ética e à imoralidade passa pela divisão de poder. O Executivo tem de precisar do Legislativo, porque aí há um equilíbrio quase natural de forças.

ÉPOCA – O senhor ficou surpreso com algum resultado de suas experiências?
Galinsky – Não, mas, se num experimento comportamental em que o poder não é uma força real acontece isso, imagine no mundo real, onde as pessoas lidam com o poder de verdade?

Quem é Adam Galinsky:
Americano de 41 anos, é Ph.D. em psicologia social pela Universidade Princeton
O que faz:
Professor de ética e decisões em gerência da Kellogg School of Management, nos Estados Unidos
O que publicou:
Mais de 75 artigos científicos. É coautor do estudo Power increases hypocrisy (O poder aumenta a hipocrisia)

QUALQUER SEMELHANÇA PODE SER (OU NÃO) MERA COINCIDÊNCIA.